Ácaro
Os ácaros são artrópodes que pertencem à classe dos aracnídeos. Existem cerca de 150 espécies no mundo inteiro. Os ácaros do pó doméstico são visíveis apenas ao microscópico e têm um tamanho que varia entre 200 e 500 micrômetros.
Espécies
Existem várias famílias, sendo as mais importantes a dos Pyroglyphidae (ácaros domésticos) e a dos Tyroglyphidae (ácaros de armazenamento). As principais espécies da primeira família são a Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae. As mais freqüentes da segunda família são Acarus siro, Glyciphagus domesticus.
Habitat e reprodução
Nas habitações, os ácaros alimentam-se de escamas de pele humana e de animais. Por dia, o homem perde 1g destes pedaços de pele. Os ácaros abundam nos colchões, mantas de lã, almofadas de penas, tapetes, alcatifas, sofás e bonecos de pelucia, desenvolvendo-se em condições ótimas de umidade superior a 70 a 80% e de temperatura superior a 20ºC.
Os excrementos dos ácaros e os ácaros mortos dispersam-se em poeira fina, sendo inalados e podendo provocar alergias.
Prevenção
As medidas preventivas de evicção para os ácaros domésticos reduzem os sintomas clínicos e são os primeiros passos no tratamento de doentes alérgicos aos ácaros. Destas medidas fazem parte:
- Arejamento diário dos quartos;
- Exposição ao ar e ao sol dos colchões, edredons e almofadas;
- Lavagem freqüente a 60ºC dos colchões, edredons e almofadas;
- Aspiração regular e freqüente dos colchões e tapetes com aspiradores munidos de filtros HEPA;
- Tratamento de colchões e tapetes com acaricidas;
- Utilização de coberturas antiácaros em poliuretana nos colchões, edredons e almofadas;
- Entre outros.
Escorpião
Escorpião é um animal invertebrado artrópode (com patas formadas por vários segmentos) que pertence à ordem Scorpiones estando enquadrado na classe dos aracnídeos.
Ciclo Vital
Os escorpiões são animais invertebrados e com exoesqueleto, esqueleto que se situa na parte externa, terrestres que preferem lugares secos ou úmidos e podem ser encontradas em desertos, savanas, cerrados, florestas temperadas e tropicais, em habitat que podem ser debaixo de folhas, de pedras, madeiras, fendas de rocha, debaixo ou dentro de tijolos, sob entulhos de qualquer natureza ou mesmo sob cascas soltas de árvores, no baixo ou em grandes alturas destas. Algumas espécies podem ser encontradas dentro de bromélias, em cupinzeiros, em covas humanas, dormentes de ferrovias, ao longo das praias, na zona entre marés ou em cavernas.
São animais carnívoros e têm geralmente hábitos noturnos e crepusculares, quando caçam e se reproduzem. Sua alimentação é baseada em insetos tais como cupins, grilos, baratas, moscas e mutucas, e também de outro aracnídeo, a aranha. Uma curiosidade a destacar aqui é o fato de quando da escassez completa de alimento, os animais desta espécie praticam o canibalismo para sobreviver, ou seja, devoram seus semelhantes. Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas só precisam ingerir 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo muitíssimo pouca água, quase nada durante sua vida inteira. Os predadores naturais do escorpião são as lacraias, louva-deus, macacos, aranhas, sapos, lagartos, seriemas, corujas, gaviões, quatis, galinhas, camundongos, algumas formigas e os próprios escorpiões.
Veneno e toxidade
O ferrão do escorpião (chamado de telson), além de servir para agarrar a presa, se defender, e no acasalamento, inocula na presa um veneno. Este veneno contém uma série de substâncias cuja composição química não está bem definida, porém contêm neurotoxinas, histaminas, serotonina, enzimas, inibidores de enzimas, e outras. Parece, segundo os pesquisadores, que as neurotoxinas agem sobre as células nervosas da presa, com uma certa especificidade, dependendo do tipo de animal.
É interessante saber que a toxicidade do veneno de um escorpião pode ser comparada com o tamanho de seus pedipalpos (o equivalente ao braço humano do escorpião); quanto mais robustos os pedipalpos, menos o escorpião utiliza-se do veneno para com suas presas e quanto menores eles forem, mais o veneno do escorpião pode ser letal.
O veneno de escorpiões do tipo Tityus serrulatus, que parece ser o veneno mais tóxico de todos os escorpiões da América do Sul, age sobre o sistema nervoso periférico dos humanos, causando dor, pontadas, aumentando a pulsação cardíaca e diminuindo a temperatura corporal. Estes sintomas, devido ao seu peso corporal, são mais acentuados em crianças, e devido às condições físicas, aos idosos. Todos os escorpiões são venenosos, porém não mortais. Sua ferroada assemelha-se em grau de toxidade ao da ferroada de uma abelha.
O tratamento consiste na aplicação local da ferroada de um anestésico (lidocaina a 2%) e soro antiescorpiônico (obtido de escorpiões vivos). O tratamento deve ser hospitalar, de preferência com a apresentação do escorpião para facilitar o diagnóstico e o tratamento.
Prevenindo Acidentes
Os escorpiões só atacam o homem quando se sentem acuados e em circunstância de defesa. Antes que um acidente com escorpiões ocorra, devem-se tomar algumas medidas básicas a evitar o mesmo. Veja a seguir:
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Sacuda e examine calçados e roupas antes de usar;
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Mantenha limpos os locais próximos a residências evitando acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção;
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Mantenha o habitat familiar livre de baratas, que são reconhecidas como um dos principais alimentos dos escorpiões nos centros urbanos.
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Não coloque mãos e pés dentro de buracos, montes de pedras ou lenhas;
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Use sempre calçados e luvas nas atividades rurais ou de jardinagem;
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Use telas e vedantes em portas e janelas;
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Use tampa protetores nos ralos;
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Crie aves domésticas em zonas rurais, que agem como predadores naturais;
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Em áreas sabidamente escorpiônicas, mantenha as camas a uma distância mínima de 10 cm das paredes.
E se houver um acidente?
Se ainda assim um acidente com escorpiões ocorrer, primeiro deve-se evitar o pânico, lavar o local com água e sabão, aplicar compressas de água morna e procurar um médico.
O ser humano, após ser picado, pode ter hipotermia ou hipertermia, sudorese profunda, visão embaçada, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, arritmias cardíacas, choque, taquipinéia, edema pulmonar agudo, agitação, sonolência, confusões mental e tremores, além de inchaço e vermelhidão no local da picada.
Atenção especial para crianças e idosos: enquanto as crianças têm mais chances de envenenamento porque possuem menor massa corporal, os idosos também caem nesta situação já pelo estado natural da velhice. Já foram constatados casos de pessoas alérgicas ao veneno do escorpião, nestes casos o veneno age muito rápido, podendo levar a vítima à morte em pouco tempo.
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Androctonus crassicauda |
Tityus serrulatus |
Carrapato
Um carrapato ou carraça é um artrópode da ordem dos ácaros, classificado nas famílias Ixodidae ou Argasidae. São ectoparasitas hematófagos, responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças.
Encontra-se difundido por toda a Terra, tanto no campo como na cidade, pois o principal motivo de sua ação é o ser humano ou animal de cujo sangue se alimenta, sendo por isso considerado hematófago e um dos principais vetores de muitas doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários e riquétsias, que transmitem doenças ao homem e animais.
Danos ao hospedeiro
Pode causar danos de:
Natureza espoliativa - Quando extrai grande quantidade de sangue, quer pela sua quantidade, como pelo nível de infestação.
Ação tóxica - Causada pela saliva dos carrapatos, que para sugarem sangue por assim dizer injetam sua própria saliva no ponto em que introduzem seu aparelho sugador, para impedir a coagulação do sangue de suas vítimas, e essa saliva muitas vezes pode causar ação não apenas irritante como também tóxica ou alérgica;
Ação patogênica - Referente quanto à possibilidade que existe de se encontrarem infectados por diversos agentes causadores de enfermidades, tais como vírus, riquétsias, etc.como conseqüência transmitirem ao picar diversas moléstias, como a febre maculosa entre tantas.
Doenças transmitidas ao ser humano
A encefalite humana pode ser transmitida inclusive por carrapatos, a partir de portadores do vírus, tais como toupeira, ratos e aves, ao serem sugado sangues contaminados.
A espécie Ixodesricinus, assim como outras espécies do gênero Dermacentor, são os causadores da moléstia denominada Paralisia em várias espécies animais, sobretudo na ovelha e no homem mais em crianças. Transmitida pela fêmea, fixando-se na região occipital próximo a coluna vertebral e centro respiratório, podendo provocar falta de coordenação motora no ato de andar, como tombos e mesmo incapacidade de permanecer em pé, seguindo-se vômitos e até morte do doente.
Tratamento antiparasitismo
O diagnóstico da infestação por esse parasita é muito fácil, efetuado pela simples visualização com vista desarmada desse hóspede, de permeio (procura) à pelagem ou plumagem dos animais, cuja presença também provoca coceira.
Se a infestação for pequena, a aplicação de graxas neutras, óleos ou glicerina provocará a oclusão dos estigmas respiratórios desses hóspedes indesejáveis, que após algumas horas facilmente se desprenderão dos locais em que estejam alojados.
Se for de grande quantidade, somente a aplicação de banhos sob a forma de imersão em banheiras especiais, denominadas banheiras carrapaticidas, ou então a aspersão ou pulverização de substâncias especiais, denominadas carrapaticidas, poderá efetuar a eliminação desses hóspedes nocivos.
Prevenção
Para a prevenção dessa parasitose, os meios que mais têm funcionado são as aplicações sistemáticas de carrapaticidas nos animais. Para tal, as modernas banheiras carrapaticidas quer de imersão quer de aspersão ou pulverização são as melhores.
As aplicações devem guardar um intervalo característico para cada espécie animal, assim como se ter em conta à espécie do carrapato a ser exterminado ou controlado.
Em se tratando de cães ou gatos parasitados por carrapatos, deve ser tomado especial cuidado na prescrição do inseticida a ser utilizado para seu combate, pelo fato de serem tais animais carnívoros, e por isso especialmente sensíveis às substâncias sintéticas cloradas ou fosforadas usualmente fabricadas para referida utilização. Além desse cuidado, redobrada atenção durante a aplicação do inseticida é também indicada, evitando-se que o animal ingira ou aspire o produto na hora de sua aplicação, sob pena de intoxicações muitas vezes graves causadas por tais produtos quando acidentalmente absorvidos.
Se a infestação for leve, existem no mercado produtos específicos para cães e gatos, aplicados na forma de pulverização por todo o corpo do animal ou diretamente na nuca do mesmo, que se seguidas devidamente às instruções, não oferecem riscos de intoxicação ao animal.
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Carrapato Macho
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Piolho
Piolho é o nome geral dado aos insetos da ordem Phthiraptera, que contém mais de 3000 espécies, entre elas a Anoplura que são piolhos sugadores que inclui o piolho humano. Estes insetos não têm asas e são parasitas externos de mamíferos e aves.
Os piolhos habitam o cabelo ou pelagem do hospedeiro, onde se alimentam de sangue, resíduos de epiderme ou de penas e secreções sebáceas. Cada espécie tem uma relação exclusiva com um determinado tipo de hospedeiro, o que significa que, por exemplo, um piolho de ave não afeta humanos e vice-versa. Esta dependência torna os piolhos muito dependentes do sucesso da espécie do hospedeiro.
Os piolhos têm entre 0,5 e 8 mm de comprimento, corpo achatado e garras que lhes permitem a fixação ao hospedeiro. Os ovos do piolho, ou lêndeas são esbranquiçados e postos na pelagem ou penas dos hospedeiros.
Pulga
Pulga é o nome comum dos insetos sem asas da ordem Siphonaptera. As pulgas são parasitas externos que se alimentam do sangue de mamíferos e aves. Estes animais podem transmitir doenças graves como o tifo e a peste bubônica.